No 452º Consema, órgão detalhou como a nova estrutura fortalece a resposta aos eventos climáticos extremos e amplia a eficiência das decisões estratégicas
O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), durante sua 452ª reunião, nesta quarta-feira (28), contou com a apresentação da nova estrutura da Fundação Florestal, órgão ligado à Semil e que busca a preservação, manejo e ampliação das florestas do Estado de São Paulo. A apresentação foi realizada pelo diretor executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, que reforçou o compromisso do Governo de SP com a proteção ambiental, a modernização da gestão pública e a adaptação aos impactos das mudanças climáticas.
O diretor detalhou como o novo modelo organizacional permitirá uma atuação mais estratégica, integrada e eficiente, especialmente diante do aumento de eventos climáticos extremos e dos desafios associados à conservação da biodiversidade.
De acordo com marcos internacionais sobre clima e biodiversidade e do atual cenário de crise climática, a Fundação Florestal passou a alinhar suas diretrizes às políticas públicas de conservação, restauração ecológica, uso sustentável dos recursos naturais e transição energética. A reestruturação administrativa tem como principais objetivos qualificar o processo de tomada de decisões, institucionalizar o conhecimento técnico, fortalecer as Unidades de Conservação (UCs) e garantir maior escala, coerência e efetividade às políticas ambientais do Estado.
Segundo Levkovicz, a nova estrutura permite que o órgão esteja mais bem preparado para responder a demandas cada vez mais específicas. “Há temas que exigem dedicação integral e equipes especializadas. Sabemos dos desafios que a Fundação enfrenta neste momento, mas contamos com um corpo técnico altamente qualificado para superá-los. As instituições evoluem a partir da realidade que vivem, e foi exatamente isso que motivou essa mudança: tínhamos uma estrutura e agora passamos a contar com outra, mais adequada ao presente”, destacou.
O diretor executivo ressaltou ainda que o processo de modernização foi construído com base na escuta ativa dos servidores, em estudos de modelos de gestão, além do diálogo com os conselhos das Unidades de Conservação. A nova estrutura está organizada a partir de eixos estratégicos como biodiversidade, bioeconomia, ordenamento territorial, descentralização, governança institucional, parcerias e projetos ESG, quadro técnico multidisciplinar, inovação tecnológica e proteção ambiental.
A reestruturação ganhou respaldo legal em setembro de 2025, com a publicação do Decreto nº 69.902, que estabeleceu o novo Quadro de Pessoal da Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo. A medida definiu as bases legais, técnicas e organizacionais necessárias para que o órgão se adequasse às novas demandas impostas pela crise climática, fortalecendo sua capacidade de atuação.




