Documento apresenta análise sobre a conferência global e detalha o papel de SP como território-chave para a biodiversidade migratória
A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), lança a publicação “COP15 – Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres”. O material é um documento técnico que detalha a participação da delegação de especialistas da entidade na 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS-COP15), realizada em Campo Grande (MS), entre os dias 23 e 29 de março de 2026.
“O material contextualiza o papel estratégico do Estado de São Paulo na conservação de espécies migratórias em escala regional e global, destacando a importância da conectividade ecológica, das Unidades de Conservação e do monitoramento científico como pilares para a proteção da biodiversidade”, diz Rodrigo Levkovicz, diretor executivo da Fundação Florestal.
A publicação também aborda os compromissos internacionais do Brasil, os avanços da governança ambiental e os principais desafios relacionados à fragmentação de habitats, mudanças climáticas e pressões antrópicas. Acesse a publicação completa neste link.
Protagonismo técnico e equipe multidisciplinar
A publicação é fruto de um esforço coordenado por um grupo de trabalho multidisciplinar da Fundação Florestal, envolvendo especialistas em biodiversidade, monitoramento, gestão e comunicação. O material conta com a autoria e colaboração dos profissionais:

Equipe multidisciplinar da Fundação Florestal na CMS-COP15, em Campo Grande (MS)
Coordenação: Rodrigo Levkovicz.
Autores e Colaboradores:
- Mario Mantovani;
- Andréa Soares Pires;
- Oswaldo Lucon;
- Adriana de Arruda Bueno;
- Gustave Gilles Lopez;
- Juliana Costa Coelho;
- Aruã Fernandes Antunes Caetano;
- Guilherme Casoni da Rocha;
- Edson Montilha de Oliveira;
- Nathalia Zandomenegui;
- Gabriela Carvalho C. Castro;
- Gabriela Tibiriçá Sartori;
- Miguel Nema Neto;
- Veridianna Bessa Penhalber.
SP e seu elo global
O Estado de São Paulo ocupa uma posição estratégica nas rotas migratórias da América do Sul. A publicação destaca que a conservação dessas espécies — como a baleia-jubarte, o maçarico-de-papo-vermelho e peixes migradores como o dourado — depende diretamente da integridade de corredores ecológicos e da conectividade entre as UCs marinhas, costeiras e florestais.
A proteção de locais como a Laje de Santos ou a Juréia-Itatins é apresentada não apenas como política estadual, mas como um compromisso com tratados internacionais (como o Plano Estratégico de Samarcanda). Tudo para garantir a viabilidade genética global de espécies críticas.
Inovação no monitoramento
Um dos pilares destacados pela equipe da Fundação Florestal é o Programa MonitoraBioSP. Com o uos de tecnologias como armadilhas fotográficas e integração com plataformas internacionais, o Programa fornece dados robustos sobre padrões de uso do habitat, sendo essencial para a tomada de decisão e para a conservação de espécies que realizam deslocamentos sazonais durante o ano.
Resultados Estratégicos
A presença na CMS COP15 viabilizou à Fundação Florestal uma articulação internacional estratégica, facilitando a interlocução com órgãos globais para o acesso a mecanismos de financiamento, como o GEF e o Fundo Verde para o Clima. O evento fortaleceu o repertório técnico da equipe em temas essenciais, incluindo conectividade marinha e saúde única. Também permitiu a incorporação de diretrizes globais para mitigar ameaças como as mudanças climáticas e a fragmentação de habitats.
“Tivemos a oportunidade de levar a experiência concreta das nossas Unidades de Conservação, ao mesmo tempo em que incorporamos diretrizes e avanços internacionais que qualificam diretamente a nossa atuação. Esse intercâmbio é fundamental, porque espécies migratórias exigem respostas coordenadas entre territórios, e São Paulo tem um papel relevante nessas rotas”, diz Andréa Soares Pires, diretora de biodiversidade da Fundação Florestal. “Saímos da COP com uma visão ainda mais integrada, fortalecendo nossa capacidade de alinhar ciência, gestão e política pública para enfrentar os desafios da conservação da biodiversidade no estado”, complementa.
Ao consolidar esses resultados, a Fundação Florestal reafirma sua posição como referência na implementação da Convenção sobre Espécies Migratórias, assegurando que o futuro da conservação global passe, necessariamente, pelo território paulista.





