Refúgio da Vida Silvestre Ilhas do Abrigo e Guararitama (RVS)

Sobre o Refúgio da Vida Silvestre

O Refúgio da Vida Silvestre Ilhas do Abrigo e Guararitama foi criado pela Lei n° 14.982, de 8 de abril de 2013. Possui cerca de 481 hectares e faz parte do Mosaico de Jureia-Itatins, constituído por seis Unidades de Conservação. Dentro do mosaico, foram criadas duas unidades de uso sustentável: as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Barra do Una, e Despraiado, além de quatro unidades de Proteção Integral: os Parques Estaduais Itinguçu e Prelado, além da Estação Ecológica de Juréia-Itatins e o Refúgio da Vida Silvestre Ilhas do Abrigo e Guararitama.

A RVS tem como objetivo, proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória.
As ilhas que formam o RVS Abrigo e Guararitama estão localizadas na porção marinha do Mosaico Juréia-Itatins, a aproximadamente 2 km do continente. Estas ilhas têm a função de dar sustentação para alimentação, abrigo e reprodução de várias espécies da fauna silvestre, em especial as aves marinhas migratórias como trinta-réis-real (Thalasseus maximus), ameaçada de extinção e trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea).

A inclusão destas ilhas no Mosaico se deve ao fato de que o Brasil é signatário de convenções internacionais para a proteção de espécies migratórias. Além disso, leis nacionais como o SNUC e o Código Florestal Brasileiro indicam áreas de conservação para esses espaços de abrigo da fauna silvestre por ser uma área para nidificação e reprodução de gaivotão (Larus dominicanus) e do tesourão (Fregata magnificens), com a finalidade de garantir a proteção das espécies residentes e frequentadores dessas ilhas não sendo recomendável sua visitação.